um ato de impotencia, 2026, 14:08 min


Habituamo-nos a pensar a saúde mental como uma responsabilidade individual. Atribuímos um constante mau-estar ao insucesso e a distúrbios químicos, negligenciando o impacto político-económico do capitalismo tardio.

Mark Fisher ao escrever “It is easier to imagine the end of the world than the end of capitalism”, consubstancia a concepção de que o capitalismo é o único “modus vivendi” viável. Este ciclo viciante, inviabiliza a discussão de uma alternativa sistémica. Tornar o presente perpétuo, desconectado do passado e do futuro, alimenta uma falsa sensação de progresso, sustentada pela procura incessante do hedonismo. Criam-se, assim, as condições para que seja utópico pensar um futuro diferente.

Entrar em impotência reflexiva, onde o imaginário já não tem um lugar à mesa, é corroborar o vazio subjacente ao presente.

Texto: Salvador Martins da Silva
Música: João Nogueira e Francisco Mendonça
Atrizes: Blythe Griscom e Matilde Silva




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